sábado, 29 de dezembro de 2012

“Now my life is sweet like cinnamon/ Like a fuckin’ dream I’m livin’ in...”

Fim de ano e aquela maldita depressão. Aquela sensação de não ter realizado nada, de não ter aproveitado direito. Todo ano é sempre igual. Horrível, terrível, odeio...
Já estava resignada a repetir algo que eu já conhecia. Consciente de que fora muito bem, porém não o bastante. E, injustamente, os detalhes alegres não tinham importância perante minha sensação de fracasso contínuo. É... Exagerada até não poder mais... Aquele gosto doentio por drama.

Mas então, no 27 de dezembro aconteceu algo que fez com que eu mudasse de tom : vou mudar minha descrição do blog de “vestibulanda de Medicina nervosa” para “estudante de Medicina”.  Isso foi fruto de um sonho antigo e de um ano que me consumiu. Eu finalmente alcancei esse importante objetivo dentre outros vários. Esse, em especial, abrirá muitas portas e será um dos meios para eu realizar meus propósitos.
2012 foi o ano mais difícil em diversos aspectos e foi o que eu mais me senti satisfeita ao terminar. Toda aquela labuta valeu a pena no fim das contas.
Foi um ano intenso, de grandes acontecimentos e valiosas lições. Sempre conhecendo pessoas e admirando posturas. Para mim é uma honra ser e estar.

Agora me encontro no quarto, sozinha, ouvindo música no último volume e um turbilhão de pensamentos e emoções. Escreveria um livro facilmente, mas vou parando por aqui. É hora de fazer a faxina anual. Hora de me livrar de tudo o que não presta mais e abrir espaço para o novo. A expectativa em relação ao novo é enorme e mal posso esperar pelas delícias que hão de vir...

[ eu também estou pronta!]

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Medos



Começou a maratona e nunca estive tão ocupada e ansiosa como agora. Faz tempo que eu queria expor alguns de meus temores. Eles parecem clichês patéticos, mas são bem cotidianos... Alguns medos são quase antagônicos entre si, só quem sente sabe como são consistentes.

Tenho medo do futuro; das escolhas, erros e perdas; Medo da multidão e da solidão; da liberdade e da alienação; Medo da natureza e da humanidade; Medo de mentiras, incoerências, extremismos, preconceitos, excessos, mágoas, violência, guerras...

Um fato inegável é o medo da morte, seja pelo motivo que for. Sendo muito otimista, um bom final seria em uma velhice saudável e lúcida, com satisfação e orgulho do passado, sem dor, junto do meu amor, dormindo. Morte idealizada.

Escolher, errar, perder, morrer... Tudo isso faz parte da vida e acho que dizer que tenho medo dela é um excelente resumo.

Medo de ter medo deveria ser o maior de todos os receios porque todos eles podem sim representar ameaças reais e pensar neles promovem a autopreservação. O grande problema consiste quando deixamos de viver plenamente por viver em pânico. De vez em quando, penso como isso pode ser provável pra mim se eu não me vigiar. Só que ainda não é meu medo dos medos.

Confesso que o mais angustiante pavor é a efemeridade do tempo. Desde que me conheço por gente isso me assusta.

Ponteiros de relógios, calendários e livros de História não são nada perante minha sensação... As coisas, as pessoas passam rápido demais. Cada segundo que passa, eu também estou passando.





P.S.: Logo depois de pensar nesse post, por coincidência, tive uma aula sobre um poema de Drummond que eu já havia lido e nem lembrava. Não tinha tanto significado para mim como tem agora. Se servir como dica, releia livros e reassista filmes, pois conforme amadurecemos, adquirimos uma nova leitura de mundo e descobrimos elementos impressionantes. Corra antes que seja tarde.

 
 

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

                                                                                  (Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"Sob um leve desespero/ Que me leva, que me leva daqui..."


 
Mais convencida ainda daquela velha conclusão de que quanto maior a consciência, maior a depressão. Às vezes me pergunto se seria melhor viver na apatia, futilmente... Se não seria mais saudável assistir à novela, escolher a cor do esmalte e não se importar com nada além de mim e dos sapatos em liquidação.

Mas não. É um caminho sem volta. É um caminho solitário, pois parece que ninguém se importa. Ninguém pensa, ninguém sente, ninguém sabe. Hipérbole a parte, a verdade é que há uma maioria vazia, uma minoria incoerente e hipócrita e outra limitada e superficial.  Faço parte do último grupo e se ainda não fui explícita, a aflição reside no fato de que estou, aos poucos, enxergando o mundo real.  Em doses homeopáticas, sinto as dores do mundo.

Há tempos eu queria escrever sobre isso, mas há tempos não há tempo. A memória também é sacana e não é nada fácil falar de algo que nem eu mesma compreendo bem. Sei que dói. Humana, por vezes mundana e individualista, não nego meu foco na busca da realização pessoal, mas o que é ser feliz? E como sê-lo se pensamentos de consciência de mundo e de impotência em transformá-lo assaltam minha mente a todo tempo? Mesmo se eu tivesse o poder, o que é certo?

Huxley diz, em Admirável Mundo Novo: “Sem dúvida, a felicidade real sempre parece bastante sórdida em comparação com as supercompensações do sofrimento. E por certo, a estabilidade não é, nem de longe, tão espetacular como a instabilidade. E o fato de estar satisfeito nada tem da fascinação de uma boa luta contra a desgraça, nada do pitoresco de um combate contra a tentação, ou de uma derrota fatal sob os golpes da paixão ou da dúvida. A felicidade nunca é grandiosa.”.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Wasting time



Para compensar o excesso de ideias do mês anterior, este quase que fica sem nenhum escrito digno de blog. Não que nada tenha acontecido, longe disso. Sempre acontece.

É que eu estou cansada e não deveria. Logo me passa na cabeça que se um setor da vida não está bem é porque todo o resto vai ficar mal... Bobagem. Só queria uma dose injetável diária de energia. Meu corpo se acostumou com a ideia de que Julho é o momento do descanso, da ociosidade e do tédio, nessa ordem. Três coisas que não estou tendo e mesmo que tivesse, sentiria culpa.

Mas é passageiro... O mais absurdo é que a época de transição parece ser pior que o choque da mudança radical. É durante transformações gradativas que se evidenciam o que é insustentável de se manter, coisas que devem ser deixadas para trás para poder seguir em frente, como manias prejudiciais e costumes desnecessários, por exemplo.

Na verdade, não se mudam os atos, mas os objetos. Mudam-se os vícios, mas fica o viciado acionando válvulas de escape com suas falas, consumos e atitudes. Entre tantos odiosos vícios, um que vem me incomodando muito ultimamente é o vício de perder tempo.

E parece vingança do tempo: eu corro e ele voa cada vez mais rápido para quem não suporta perder um segundo sequer. Por ironia, esse mesmo alguém perde horas se lamentando pela perda anterior. Atrasada. Eu.

domingo, 3 de junho de 2012

"I said maybe/ You're gonna be the one that saves me..."



O último mês foi agitado... Quis escrever pelo menos umas 3 vezes.

Pensei em falar da constante necessidade das pessoas se sentirem ameaçadas das maneiras mais randômicas possíveis. Eu diria que elas querem compensar o prejuízo que elas próprias causam. Seres humanos são tão complexos... Ao mesmo tempo em que são brilhantes, podem, paradoxalmente, ser tão ignóbeis...

Nada acontece por acaso, coincidências simplesmente não existem (Carl Jung que o diga). É necessária uma avaliação meticulosa das circunstâncias. Nada como racionalizar as emoções... De repente, se nosso ego entra em conflito por não saber se acata a moral do superego ou os instintos do id, é quase uma tragédia, uma guerra interna. Freud chama de ansiedade.

Na confusão, invariavelmente há vítimas. Pode haver heróis, as pessoas gostam de acreditar neles. Eles são a materialização da esperança e têm o poder de mudar o rumo dos acontecimentos. Em tempos difíceis, é essa esperança que nos move, é um meio de sobrevivência.

Há momentos, no entanto, que os agentes externos são apenas coadjuvantes e nós mesmos somos os vilões da nossa própria história. Neste caso, nem o melhor dos heróis tem qualquer chance se não estivermos dispostos a nos salvar.

Normalmente não estamos.

domingo, 6 de maio de 2012

"So you can hurt, hurt me bad; But still I'll raise the flag..."



E o frio vem aumentando proporcionalmente a minha vontade de ficar deitada e aquecida debaixo do edredon. Mas chega uma hora em que preciso acordar, acordar para mais um dia novinho em folha, acordar e perceber, agir, retomar. Fácil falar...

“Mas o que há?” – penso eu. “Levante e Carpe diem”. -Levanta, menina... Levanta esse corpo, levanta essa autoestima, ajeita essa postura, esses dramas, essa agenda. - Feito...
Estou indo tão bem. Comecei a por em prática resoluções urgentes que não considerei na virada do ano, pois, creia, não imaginei que me afetariam a falta delas.

E agora, praticamente na metade de 2012, encontrei uma espécie de equilíbrio comigo mesma. O mundo lá fora pode estar em chamas, mas eu não vou pegar fogo junto... Vou tranquilamente procurar uma mangueira.

Isso não significa, é claro, que por causa disso, a rotina tenha qualquer potencial de tornar-se uma calmaria. Pelo contrário. É constantemente agitada e emocionante, diria por que não, apaixonante. Coisas acontecem, pessoas acontecem e fazem acontecer. Às vezes ouço: “quantas horas têm seu dia?” ou “puxa, sua vida parece um filme”. Soa como uma melodia para meus ouvidos: baixo os olhos, minhas bochechas esquentam pelo corar e o canto dos meus lábios puxa um leve sorriso.

E agora, fim de domingo, planejo a semana com espaço para surpresas e novas expectativas. Sempre em meio a ordem existe um pouco de caos. E toda a gente gosta.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

"Oh brother I can't believe it's true; I'm so scared about the future and I wanna talk to you; Oh I wanna talk to you..."




Os intervalos entre um post e outro só tendem a aumentar... É porque agora, caro interlocutor, sou gente grande. Cheguei àquele ponto em que não posso mais me demorar na Terra do Nunca e devo crescer.
Fiz escolhas que exigem sacrifícios e não estou falando da obrigação de acordar de madrugada, momento em que a maioria está dormindo e na rua só há velhos se exercitando, prostitutas, mal-encarados e entregadores de leite. Em um muro aleatório está escrito: “Enquanto você dorme tem muita coisa acontecendo”. Hoje eu sei.
Comecei várias coisas que desenvolverão meu intelecto, meu corpo e habilidades de sobrevivência. Não costumo dar detalhes do que faço, prefiro usar símbolos. Mas só desta vez, entenda essas tais coisas por curso pré-vestibular, academia e autoescola.
Estou focada em alcançar meus objetivos. É inquestionável que os resultados deste ano definirão seus sucessores. Minhas escolhas demandam solidão e muito mais. É difícil, porém, dizem que nunca carregamos mais do que podemos suportar. A verdade é que às vezes sinto falta do que já passou e muito mais dos tempos que virão. Isso é tipicamente humano porque o presente nunca parece ideal.
Às vezes me questiono se sou bem entendida. Acho que não. Bem que eu queria... De longe, meu desabafo parece futilidade, já que o mundo está cheio de problemas sérios de verdade. Não vou me iludir e acreditar que nossa vã linguagem seja capaz de expressar a totalidade de nossos pensamentos. Músicas dizem mais do que podemos falar, são elas que têm me feito companhia nessa nova rotina.
Estou a espera de recompensa. Até lá, me conformo com a esperança de tê-la e a beleza de cada dia, seja ele figuradamente, ensolarado ou nublado.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Good dreams...



Tem dias que ao deitar-me tenho quase certeza de que não vou descansar. Vou ter sonhos. Ao acordar sobressaltada no meio da noite, fico me perguntando o sentido de tudo aquilo.

O que é um sonho? Já vi várias referências em filmes tal como A Origem e Matrix. Freud tentou explicar. Neurocientistas em todo o mundo aparecem frequentemente com novas descobertas, mas não chegaram nem perto de descobrir a essência desse fenômeno enigmático.

Será o sonho um símbolo, um desejo inconsciente, uma premonição, um passeio espiritual...? Eu não sei... Pode ser só nosso cérebro pregando peças tal como ele faz quando apaga ou deturpa algumas lembranças.

Incrível como as sensações no sonho são tão autênticas! Isso leva a questionar até que ponto a realidade não passa de mais uma fantasia... E como saber?  Ingenuidade acreditar em respostas fáceis para algo tão complexo. Falo sobre nossa mente, nossa razão. Não conseguimos nem entender nossas emoções direito...

E que eu tenha sabedoria para discernir razão e emoção. Que ambas estejam presentes em mim, em equilíbrio.  Dormir também ajuda. Amanhã será outro dia.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Se arrependimento matasse...

...eu ainda estaria viva!



Quem nunca ficou se lamentando por ter feito ou falado algo de que se arrependeu que atire a primeira pedra...

Muitas vezes o arrependimento é por coisas que não foram ditas ou feitas. Já perdi a conta de quantas vezes fiz montagens na minha cabeça sobre as reações que eu deveria ter tido frente a certas ocasiões.
Dá vontade de destruir o mundo, começar tudo de novo ou voltar no tempo, quiçá.

Mas então penso como estou e aonde cheguei, e que a mínima alteração do passado impossibilitaria eu ser quem sou no presente. Podemos ser predestinados, mas algo mais forte me diz que a vida é feita de escolhas.

É por isso que a vontade de alterar o que já passou desaparece quase instantaneamente. Tudo conta como experiência, aprendizado e inevitável crescimento como pessoa. E de brinde, a motivação para acertar no futuro.

Às vezes, bem de vez em quando, fico curiosa para saber o que seria de mim se eu tivesse optado por uma alternativa e não outra. E logo imagino universos paralelos onde existem outras Stephanies pertencentes a outras realidades, inclusive em uma realidade que a própria protagonista não existe.

Isso soa ficção científica? É surreal, quase psicodélico.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quando eu não sabia o que era amor...

...escrevi um poema para um livro do Colégio. O livro se chama Vida, Sentimentos e Emoções. Lendo novamente, não consigo pensar em outra coisa senão em algo burlesco!


A danação do Amor

O Amor corrompe a alma
Degenera a criatividade
Estupra a razão e a calma
Acaba com a integridade

O Amor é um instrumento
Incorpóreo e hostil
É um estranho sentimento
Como um vampiro, sedento e vil

O Amor é aquilo
Não há palavras para descrever
Para quem não pode senti-lo
No jogo, sorte irá ter.


O ano foi 2009 e eu estava frustrada. Tinha medo de que minha concepção sobre o sentimento mais perfeito fosse realmente essa descrição suja.
Eu só tinha me apaixonado na hora errada. E que bom, não deu certo! O que era meu estava guardado...

É como se fosse uma peça de quebra-cabeça que estava faltando e eu tentei colocar outra que não servia.
Em 2010, eu encontrei a peça. O amor me encontrou.
Eu sou dele. Ele é meu... Sempre foi, sempre será.

Amém.

 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Now you're just somebody that I used to know"

Como eu disse no primeiro post, aqui está... O breve chegou e vou fazer um brevíssimo comentário sobre as pessoas que passam por nossas vidas e tatuam boas imagens em nossa memória.

Redigir algo assim é complicado, pois há várias abordagens, desde algo leve como um desconhecido que muda o dia (seja por um olhar, um sorriso ou palavra) até um contexto mais pesado como a morte de uma pessoa próxima.
A intenção, no entanto, é refletir sobre alguns que estavam por perto, e por razões da vida trilharam seus caminhos, diferentes do meu. A separação foi inevitável. Sem despedidas, sem dramas. Só “até logo”.

Às vezes penso que faço questão de trazê-las de novo para o meu mundão frenético e não sei se nos reconheceríamos. Pessoas mudam seus vícios.
  • Algum mal em citar uma cadela? Ela me curou. Ela guarda segredos meus até hoje.
  • Uma babá que ensinava a dançar na sala de estar e me livrava de possíveis broncas.
  • Ou quem sabe um amigo da época do ginásio, bem altão. Ele gargalhava comigo por coisas que só a gente entendia e não sabia explicar. No fim das aulas acompanhava até o ponto de ônibus e seguia para o conservatório de música.
  • Um camarada do colegial que era o parceiro oficial para shows, pura emoção. Era só avisar: Coldplay, Capital Inicial...
  • Ainda na mesma escola, o funcionário de meia idade da portaria. Bom de papo e principal auxiliador na conquista de uma paixão platônica.
  • Também tinha uma garota do cursinho, que na época tinha cabelos vermelhos. Ela disse o que eu queria ouvir e eu usei isso a meu favor. Tudo em prol da oficialização de um romance com ninguém menos que o amor da minha vida.
  • E não poderia me esquecer de um rapaz do mesmo curso. Companheiro de ônibus engraçado. Autor de comentários indiscretos bem quando estávamos de frente com o objeto comentado. Boas risadas, boa viagem diária.
Para vocês e outros aqui ocultos, muitíssimo obrigada.

Tem muita gente que se encaixa aqui... Boa oportunidade para dar aquele telefonema adiado para os que passaram e tiveram relevância em algum momento. E, sobretudo, também é uma excelente ocasião lembrar o quanto são importantes aqueles que continuam fazendo parte de nossas histórias.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

"So...whatever happened to you? - Life. Life happened."

Pronto, já tenho planos... embora ainda esteja angustiada por alguma razão, sinto-me mais aliviada por saber ao menos o básico para esse ano. Embora ainda inconformada com os resultados, é bom saber deles.
Meu corpo deve estar me xingando muito agora.... como eu me deixo afetar tanto incoscientemente! Estou tentando racionalizar ao máximo minhas insatisfações em vários aspectos porque na verdade está tudo como deveria estar. Tudo bem.

Uma pena é a sensação que às vezes acomete meu ser quando me sinto só; é como se eu não bastasse para mim. A sensação de que o mundo vai me engolir e nem perguntaram meu nome... É isso e um monte de absurdos.
Está certo que minha visão também amplia os problemas, coisas que muitas vezes não existem ou que são dignas de desprezo. A minha interpretação dos fatos é culpa minha e só minha.

E chega de autoterapia por hoje! (...) Essas férias tenho lido bastante e assistido filmes, dois hobbies insuperáveis... a última leitura foi do livro Um Dia, do David Nicholls...Best-seller, foi pro cinema e eu não assisti [ainda].
Enfim, não vou fazer crítica nem spoiler, mas qualquer emoção a respeito da história só veio horas depois. Efeito retardado, sei lá. Chorei. A gente aprende com a ficção, sente uma certa empatia.

Devo admitir que já desejei estar em outras histórias. Na verdade, já formulei teorias de que alguém em algum lugar se diverte comigo, que eu já sou a história. Presunção? Sempre...

sábado, 7 de janeiro de 2012

"It's a new dawn, it's a new day, it's a new life..."





Puxa vida, que difícil... é tanta inspiração [sério]

Outro blog, depois de tentativas frustradas de escrever em diários convencionais [falta paciência e tempo]... A motivação para este veio com as férias de verão e o blog de uma conhecida, quase desconhecida agora...
Engraçado como as pessoas passam pela vida uma das outras e deixam alguns tesouros [tal fato será comentado em breve, dada a frequência com que ocorre com, digamos, todo mundo] 

Bom, por onde começar?
Veja bem, acontece tanta coisa todos os dias, sem contar as memórias mais relevantes e as expectativas de futuro...
Mas é isso aí... O pensamento mais vulgar no Réveillon é acreditar em mudanças significativas para o novo ano. Pois é, elas acontecem...

Você, pessoa mais ou menos cética, que pode até acreditar um pouco em destino, mas procura ter pleno controle de sua vida... Já sentiu como se não soubesse do amanhã?
Já passou pela sua cabeça que o Universo está conspirando a favor de algo que você desconhece? E qual a razão disso?
Ok! Chega de questões existenciais... Ninguém quer chorar, não agora...
O fato é que tudo está em constante transformação e é muito bom perceber o progresso, mesmo sem saber ao certo onde isso vai dar. 
Então, aperte o cinto porque o mundo está andando a uma velocidade assustadora.
 
Que venha 2012!  E que eu não afogue no poço da ansiedade.