terça-feira, 31 de julho de 2012

Wasting time



Para compensar o excesso de ideias do mês anterior, este quase que fica sem nenhum escrito digno de blog. Não que nada tenha acontecido, longe disso. Sempre acontece.

É que eu estou cansada e não deveria. Logo me passa na cabeça que se um setor da vida não está bem é porque todo o resto vai ficar mal... Bobagem. Só queria uma dose injetável diária de energia. Meu corpo se acostumou com a ideia de que Julho é o momento do descanso, da ociosidade e do tédio, nessa ordem. Três coisas que não estou tendo e mesmo que tivesse, sentiria culpa.

Mas é passageiro... O mais absurdo é que a época de transição parece ser pior que o choque da mudança radical. É durante transformações gradativas que se evidenciam o que é insustentável de se manter, coisas que devem ser deixadas para trás para poder seguir em frente, como manias prejudiciais e costumes desnecessários, por exemplo.

Na verdade, não se mudam os atos, mas os objetos. Mudam-se os vícios, mas fica o viciado acionando válvulas de escape com suas falas, consumos e atitudes. Entre tantos odiosos vícios, um que vem me incomodando muito ultimamente é o vício de perder tempo.

E parece vingança do tempo: eu corro e ele voa cada vez mais rápido para quem não suporta perder um segundo sequer. Por ironia, esse mesmo alguém perde horas se lamentando pela perda anterior. Atrasada. Eu.