Para compensar o excesso de ideias do mês anterior, este
quase que fica sem nenhum escrito digno de blog. Não que nada tenha acontecido,
longe disso. Sempre acontece.
É que eu estou cansada e não deveria. Logo me passa na
cabeça que se um setor da vida não está bem é porque todo o resto vai ficar
mal... Bobagem. Só queria uma dose injetável diária de energia. Meu corpo se
acostumou com a ideia de que Julho é o momento do descanso, da ociosidade e do
tédio, nessa ordem. Três coisas que não estou tendo e mesmo que tivesse,
sentiria culpa.
Mas é passageiro... O mais absurdo é que a época de
transição parece ser pior que o choque da mudança radical. É durante transformações
gradativas que se evidenciam o que é insustentável de se manter, coisas que
devem ser deixadas para trás para poder seguir em frente, como manias
prejudiciais e costumes desnecessários, por exemplo.
Na verdade, não se mudam os atos, mas os objetos.
Mudam-se os vícios, mas fica o viciado acionando válvulas de escape com suas
falas, consumos e atitudes. Entre tantos odiosos vícios, um que vem me
incomodando muito ultimamente é o vício de perder tempo.
E parece vingança do tempo: eu corro e ele voa cada vez
mais rápido para quem não suporta perder um segundo sequer. Por ironia, esse mesmo
alguém perde horas se lamentando pela perda anterior. Atrasada. Eu.
