O último mês foi agitado... Quis escrever pelo menos umas
3 vezes.
Pensei em falar da constante necessidade das pessoas se
sentirem ameaçadas das maneiras mais randômicas possíveis. Eu diria que elas
querem compensar o prejuízo que elas próprias causam. Seres humanos são tão complexos...
Ao mesmo tempo em que são brilhantes, podem, paradoxalmente, ser tão ignóbeis...
Nada acontece por acaso, coincidências simplesmente não
existem (Carl Jung que o diga). É necessária uma avaliação meticulosa das
circunstâncias. Nada como racionalizar as emoções... De repente, se nosso ego
entra em conflito por não saber se acata a moral do superego ou os instintos do
id, é quase uma tragédia, uma guerra interna. Freud chama de ansiedade.
Na confusão, invariavelmente há vítimas. Pode haver heróis, as pessoas gostam de acreditar neles. Eles
são a materialização da esperança e têm o poder de mudar o rumo dos
acontecimentos. Em tempos difíceis, é essa esperança que nos move, é um meio de sobrevivência.
Há momentos, no entanto, que os agentes externos são
apenas coadjuvantes e nós mesmos somos os vilões da nossa própria história. Neste
caso, nem o melhor dos heróis tem qualquer chance se não estivermos dispostos a
nos salvar.
Normalmente não estamos.
