E o frio vem aumentando proporcionalmente a minha vontade
de ficar deitada e aquecida debaixo do edredon. Mas chega uma hora em que preciso acordar,
acordar para mais um dia novinho em folha, acordar e perceber, agir, retomar.
Fácil falar...
“Mas o que há?” – penso eu. “Levante e Carpe diem”. -Levanta,
menina... Levanta esse corpo, levanta essa autoestima, ajeita essa postura,
esses dramas, essa agenda. - Feito...
Estou indo tão bem. Comecei a por em
prática resoluções urgentes que não considerei na virada do ano, pois, creia,
não imaginei que me afetariam a falta delas.
E agora, praticamente na metade de 2012, encontrei uma
espécie de equilíbrio comigo mesma. O mundo lá fora pode estar em chamas, mas
eu não vou pegar fogo junto... Vou tranquilamente procurar uma mangueira.
Isso não significa, é claro, que por causa disso, a
rotina tenha qualquer potencial de tornar-se uma calmaria. Pelo contrário. É constantemente
agitada e emocionante, diria por que não, apaixonante. Coisas acontecem,
pessoas acontecem e fazem acontecer. Às vezes ouço: “quantas horas têm seu dia?”
ou “puxa, sua vida parece um filme”. Soa como uma melodia para meus ouvidos:
baixo os olhos, minhas bochechas esquentam pelo corar e o canto dos meus lábios
puxa um leve sorriso.
E agora, fim de domingo, planejo a semana com espaço para
surpresas e novas expectativas. Sempre em meio a ordem existe um pouco de caos.
E toda a gente gosta.
