domingo, 6 de maio de 2012

"So you can hurt, hurt me bad; But still I'll raise the flag..."



E o frio vem aumentando proporcionalmente a minha vontade de ficar deitada e aquecida debaixo do edredon. Mas chega uma hora em que preciso acordar, acordar para mais um dia novinho em folha, acordar e perceber, agir, retomar. Fácil falar...

“Mas o que há?” – penso eu. “Levante e Carpe diem”. -Levanta, menina... Levanta esse corpo, levanta essa autoestima, ajeita essa postura, esses dramas, essa agenda. - Feito...
Estou indo tão bem. Comecei a por em prática resoluções urgentes que não considerei na virada do ano, pois, creia, não imaginei que me afetariam a falta delas.

E agora, praticamente na metade de 2012, encontrei uma espécie de equilíbrio comigo mesma. O mundo lá fora pode estar em chamas, mas eu não vou pegar fogo junto... Vou tranquilamente procurar uma mangueira.

Isso não significa, é claro, que por causa disso, a rotina tenha qualquer potencial de tornar-se uma calmaria. Pelo contrário. É constantemente agitada e emocionante, diria por que não, apaixonante. Coisas acontecem, pessoas acontecem e fazem acontecer. Às vezes ouço: “quantas horas têm seu dia?” ou “puxa, sua vida parece um filme”. Soa como uma melodia para meus ouvidos: baixo os olhos, minhas bochechas esquentam pelo corar e o canto dos meus lábios puxa um leve sorriso.

E agora, fim de domingo, planejo a semana com espaço para surpresas e novas expectativas. Sempre em meio a ordem existe um pouco de caos. E toda a gente gosta.